Ombro e cotovelo

Fratura no cotovelo da criança: como agir?

fratura no cotovelo da criança
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Queda infantil é bem comum entre os pequenos, ainda mais quando estão brincando livremente na rua. Contudo, é preciso ficar de olho neles, pois fratura no cotovelo da criança é fácil de desenvolver e você precisa estar atento aos primeiros sinais.

Manter a calma é o primeiro ponto quando eles correm aos responsáveis chorando após se machucar. Já que, em alguns casos, eles se assustam mais do que, de fato, se machucam.

Passadas as lágrimas iniciais, continue a leitura para saber o que fazer em casos de lesões no cotovelo.

Entenda as diferenças entre as fraturas

Inicialmente, existem dois tipos de fratura no cotovelo da criança, a exposta e a fechada. Como os nomes dizem, a exposta ocorre de maneira mais forte, rasgando a pele e tendo contato do hematoma fraturário com o meio externo. Já na fechada, não é possível identificar dessa maneira, mas a região fica inchada e arroxeada.

Dentro dessas contusões, quem vai poder analisar o estado é apenas o médico ortopedista, por meio de exames de imagem, como a radiografia.

Independentemente do tipo de ruptura, é importante manter o braço imobilizado, evitando assim agravar o estado. Acalme seu filho, que possivelmente vai chorar muito pela dor, e deixe o cotovelo estável até que seja possível a ajuda médica.

Analise se há sinais de quebra

Em um segundo momento, caso seja uma fratura fechada, por exemplo, não tente recolocar o osso no lugar e nem fique movimentando o cotovelo a fim de “testar” se está mesmo quebrado, pois pode agravar a situação.

Coloque-o sobre a cama, com o braço em posição confortável e deixe em repouso até que você consiga tocar a região. Caso haja fratura no cotovelo da criança, um dos primeiros sinais que você vai notar é que ela não conseguirá mexer o braço. Esse é um sinal importante e deve ser investigado quanto antes.

Contudo, não é sempre que o pequeno apresenta sinais logo após o tombo. Portanto, fique atento aos sintomas como febre, desânimo ou queixas dele nos movimentos normais. 

É importante entender como aconteceu a batida ou a queda, para posteriormente informar o médico que fará a avaliação completa, podendo haver necessidade de exames mais ricos, e assim, passar o tratamento de acordo.

Mesmo que as suspeitas sejam baixas de uma possível quebra, é essencial encaminhá-lo ao atendimento de emergência, pois como mencionamos, a fratura fechada não pode ser vista com precisão sobre o estado do cotovelo. Não se esqueça de imobilizar o braço com tipoia enquanto o encaminha ao especialista.

Cuidados pós-fratura

Depois da confirmação médica, provavelmente seu filho ficará alguns dias com gesso ou tala, dependendo da gravidade da lesão, mas o tratamento não encerra ali.

Quando a fratura no cotovelo da criança necessita de imobilização pode ocorrer a redução do líquido das articulações, por exemplo, o que provoca enrijecimento delas. Portanto, é importante uma consulta com um fisioterapeuta logo nos primeiros dias depois da remoção do gesso ou tala, para que retome com ajuda os movimentos naturais.

É normal que seu filho sinta medo de movimentar o braço logo após o trauma, mesmo os mais comuns, como esticá-lo. Por isso, também a necessidade de consulta com especialista, com o objetivo de ajudar nessa recuperação por completo. Ele é quem vai avaliar as necessidades e passar as atividades essenciais.

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Sobre o autor

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

CRMMG 45.610

Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra (2007), Residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Madre Teresa (2011), Especialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo pelo Hospital Madre Teresa (2012). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (2012), Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (2013). Membro da Academia Americana de Ortopedia (2016). Cirurgião do Ombro e Cotovelo dos Hospitais Vila da Serra, Unimed BH Contorno, Ipsemg. Preceptor das residências médicas dos Hospitais Unimed BH e Ipsemg. Mestrando em Cirurgia na UFMG (2018).

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