Ombro e cotovelo

Osteocondrite dissecante do cotovelo: o que é e quais as causas?

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Existem diversos quadros de saúde que não são tão conhecidos do grande público mas podem causar consequências bastante incômodas para os pacientes. A osteocondrite dissecante do cotovelo pode ser um deles. Por isso, ela merece um pouco mais de atenção para que os cuidados adequados sejam buscados de modo a evitar complicações.

Vale lembrar também que é extremamente importante fazer um diagnóstico precoce. Sendo assim, ao sentir um ou mais sintomas, você não deve hesitar em procurar um médico ortopedista para fazer o devido tratamento. Leia este artigo e aprenda mais sobre a osteocondrite dissecante do cotovelo!

O que é a osteocondrite dissecante do cotovelo?

A osteocondrite dissecante do cotovelo é uma condição que pode ser muito desconfortável para os seus portadores, prejudicando até mesmo a sua qualidade de vida. Nela, alguns fragmentos ósseos ou cartilaginosos podem se desprender das estruturas adjacentes, criando pequenos corpos livres que flutuam pela articulação.

Na maioria das vezes, isso ocorre quando há alguma redução na irrigação sanguínea local, gerando uma necrose avascular do osso subcondral. As causas dessa ausência de circulação podem ser variadas, mas, diversas vezes, ela pode ser idiopática, ou seja, sem razões conhecidas e motivos aparentes.

Vale ressaltar que algumas pesquisas e estudos observacionais estão teorizando que lesões e pequenos traumas causados por esforço repetitivo com cargas elevadas, como as que ocorrem em atletas de alto rendimento (ginastas e arremessadores, por exemplo), podem ser um fator importante que aumenta a predisposição a desenvolver o problema.

Quais são os sintomas da osteocondrite dissecante do cotovelo?

Os sintomas da osteocondrite dissecante do cotovelo podem variar de acordo com cada caso e a gravidade do problema. Porém, na maioria das vezes, pelo menos na fase inicial, há a sensação de desconforto e inchaço intermitente na articulação com dor ao tocar na região ou ao realizar movimento de flexão e/ou extensão.

Caso haja a presença de um corpo livre, o paciente poderá experimentar crepitações e crises de bloqueio articular. Esses sintomas podem ser ainda mais incômodos em adolescentes, que têm uma predisposição para o problema em função do elevado índice de quedas e traumas nessa faixa etária.

Como é o tratamento da osteocondrite dissecante do cotovelo?

O tratamento para a osteocondrite dissecante do cotovelo dependerá da gravidade e da evolução do caso. Geralmente, o médico costuma optar pelo uso de medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios na fase inicial, além de recomendar mudanças no estilo de vida, proteção local e sessões de fisioterapia.

Se esses cuidados não surtirem os efeitos desejados, o processo cirúrgico tende a ser o próximo passo. Por via artroscópica, o cirurgião realiza pequenas incisões pelas quais ele poderá retirar os corpos livres e limpar a cavidade articular, devolvendo a sua funcionalidade plena e acabando com o incômodo.

Como você pôde ver, a osteocondrite dissecante do cotovelo é um problema que pode causar muito incômodo, mas apresenta um prognóstico muito positivo se você contar com a ajuda de um bom ortopedista.

Gostou de conhecer a osteocondrite dissecante do cotovelo e quer se consultar em uma clínica de ortopedia de alta qualidade? Então entre em contato conosco!

Sobre o autor

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

CRMMG 45.610

Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra (2007), Residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Madre Teresa (2011), Especialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo pelo Hospital Madre Teresa (2012). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (2012), Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (2013). Membro da Academia Americana de Ortopedia (2016). Cirurgião do Ombro e Cotovelo dos Hospitais Vila da Serra, Unimed BH Contorno, Ipsemg. Preceptor das residências médicas dos Hospitais Unimed BH e Ipsemg. Mestrando em Cirurgia na UFMG (2018).

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