Ombro e cotovelo

Tire as suas dúvidas sobre a cirurgia de cotovelo

mulher com dor no cotovelo

Já parou para pensar que todos os movimentos dos braços que você faz no dia a dia são comandados pelo seu cotovelo? Por isso, para continuar desempenhando essas funções (por menores que sejam), é essencial manter a saúde da articulação em dia — e isso, muitas vezes, envolve realizar uma cirurgia de cotovelo.

Uma das articulações mais importantes do corpo humano, ele é formado por três ossos: o rádio, a ulna e o úmero. Geralmente, é no rádio que acontecem as lesões mais comuns, como uma fratura causada por um acidente de carro, por exemplo. Essas fraturas podem ser isoladas em cada um dos ossos, ou, em situações mais severas, lesionar ainda outros ossos e articulações.

Não são, contudo, apenas as lesões causadas por uma queda que podem levar você a uma operação. Há ainda certas doenças ocasionadas pela idade, dentre outros casos. E foi para falar de tudo isso que desenvolvemos este post. Então, continue a leitura e confira!

As principais doenças de cotovelo

Bursite Olecraniana

A bursite no cotovelo, ou bursite olecraniana, é uma doença muito comum, que pode afetar a saúde do seu cotovelo causando dores, estalos e incômodos, de forma geral. Como o próprio nome indica, trata-se de uma inflamação na bursa, uma pequena bolsa de líquido que fica entre músculos ossos e tendões.

Para a maior parte dos casos, os tratamentos clínicos incluem medicamentos e fisioterapia, mas se a doença estiver em estágio avançado, o médico ortopedista deverá indicar a melhor solução.

Fratura

Muito comum entre os motivos de cirurgia de cotovelo, as fraturas podem ser ocasionadas por tombos, acidentes de carro ou moto e até a prática errada de um exercício físico. Em qualquer um desses casos, é preciso observar as condições da pessoa e procurar um médico imediatamente.

Artrose

Artrose no cotovelo costuma ser rara, não necessitando de procedimentos cirúrgicos, na maior parte dos casos. A cirurgia somente ocorre quando há dor por parte do paciente após o tratamento clínico não-cirúrgico.

Visitas regulares ao ortopedista são a melhor forma de prevenir e cuidar desses casos. Lembre-se de procurar por clínicas especializadas e de confiança para cuidar da sua saúde.

Epicondilite

Uma inflamação nos tendões do cotovelo desenvolve essa doença, geralmente em quem tem movimentos repetitivos com os dedos e punhos. Muito conhecida entre os tenistas, ela costuma surgir a partir dos 35 anos, tendo como sintomas dores fortes na parte externa do cotovelo e podendo levar a rigidez e sensibilidade no local.  

Como funciona a cirurgia de cotovelo

Alguns procedimentos são mais simples que outros. Um exemplo é o caso da artroscopia: feita com o objetivo de analisar o interior da articulação, ela pode ser considerada um exame, mas também pode ser usada para a correção do cotovelo, em alguns casos.

Essa operação de artroscopia é feita com o uso do artroscópio, um pequeno equipamento com uma câmera de vídeo e uma luz na ponta, para que o médico consiga analisar a região. Aqui a cirurgia é feita em bloco cirúrgico e, em muitos casos, sem a necessidade de ficar em internação.

A identificação de presença de corpos livres também pode ser mostrada por meio de exames. Corpos livres são a presença de cartilagem ou cartilagem e ossos soltos dentro da articulação do cotovelo — pequenos pedaços, como se fosse areia.

Já se a situação for de fratura, dependendo do seu nível pode ser feito um procedimento que funciona com a retirada do osso desgastado, que é substituído por um pino.

A cirurgia de fratura do cotovelo tem como objetivo a reconstrução óssea para que o paciente tenha seus movimentos melhorados após o procedimento. Essa intervenção é feita em hospital, com anestesia, e leva cerca de três horas dependendo do cenário.

Seja qual for a sua condição, é importante ressaltar que o principal diagnóstico para a realização ou não de uma operação deve ser realizado pelo seu médico, por isso, não faça avaliações prévias sem consultá-lo antes.

Os cuidados pós-cirúrgicos

Quando há necessidade do procedimento de artroscopia, na maior parte dos casos o paciente é liberado no mesmo dia, podendo ficar apenas com alguns hematomas na região.

Para uma recuperação mais recuperação eficiente, o recomendado é que seja feito compressas com gelo e uma atadura de compressão, na hipótese de o local ficar inchado.

O pós-operatório da cirurgia de fratura de cotovelo é importante para que não haja limitações dos movimentos do braço durante as atividades do dia a dia, já que o cotovelo é o responsável pela maior parte deles.

Após a cirurgia de cotovelo o paciente já recebe os primeiros cuidados pós-cirúrgicos com reabilitações leves, a fim de relaxar os músculos. Na maior parte do pós-operatório não há necessidade de usar gesso para imobilizar, mas os exercícios são muito importantes para a recuperação do seu osso, e você deve continuar fazendo-os em casa.

O gesso é mais utilizado para proteger algum reparo feito, como reconstrução de ligamentos em casos de tríade terrível do cotovelo, um tipo de lesão.

Com isso, é fundamental seguir as recomendações médicas para que não haja novas lesões, como evitar descansar o braço com o uso de tipoia, não levantar peso, colocar compressas de gelo, entre outras. Nos primeiros dias, por recomendação geral, o paciente fica restrito até de fechar portas ou puxar as próprias calças. Então, mesmo se estiver sem dor, tenha cuidado.

Os riscos da cirurgia

Toda cirurgia tem riscos, mesmo sendo mínimos em alguns casos. Por isso, é importante acompanhar junto ao médico a gravidade da sua doença.

A artroscopia, por exemplo, é um procedimento que não costuma ter riscos, mas em algumas condições pode haver sangramento, dores, inflamação ou rigidez. Nessas circunstâncias, o seu médico deve ser consultado imediatamente.

A cirurgia de cotovelo causada por fratura também tem riscos muito baixos, mas em alguns quadros pode ocorrer infecção causada por alguma bactéria, fratura no implante — quando o paciente é muito ativo e não toma os devidos cuidados com o cotovelo — ou osteólise, que é uma fratura devido à reação do corpo com o pino.

O tempo de recuperação

O período de recuperação é o mais importante após a cirurgia de cotovelo. É ele quem vai definir se o procedimento foi bem-sucedido e depende muito dos cuidados do paciente com a região.

Cada paciente tem o seu período de recuperação recomendada pelo médico e é importante respeitar isso e seguir das dicas dadas pelo profissional, afinal, você vai ter exames periódicos pós-operação e precisa estar em dia para ter alta o quanto antes.

Por se tratar de um local sensível e muito importante os mínimos cuidados são essenciais para uma boa recuperação. Por isso, mesmo que esteja sem dor, nada de voltar a ter uma vida ativa sem a liberação do médico.

Quando a cirurgia não é apropriada

Em alguns casos a operação não é recomendada pelo ortopedista, como quando há o risco de causar danos mais graves ao paciente ou há uma propensão maior a infecções, por exemplo. Esses quadros são:

  • histórico de infecção anterior ou durante o período da cirurgia;
  • músculos do cotovelo lesionados ou com baixa funcionalidade;
  • não há ossos fortes o suficiente para aguentar o pino;
  • ossos não estão firmes ou completamente formados;
  • o paciente tem artrite reumatoide.

Enfim, como podemos ver, uma cirurgia de cotovelo é um procedimento importante em muitos casos. Contudo, sempre deve ser levada em consideração a análise de um ortopedista especialista em uma clínica de qualidade, que atenda às necessidades específicas de cada paciente.

Então, você quer um atendimento especializado e diferenciado? Entre em contato com a IMOT e receba todo o apoio de que precisa para manter a sua saúde em dia!

Sobre o autor

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

DR. THALLES LEANDRO ABREU MACHADO

CRMMG 45.610

Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra (2007), Residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Madre Teresa (2011), Especialização em Cirurgia do Ombro e Cotovelo pelo Hospital Madre Teresa (2012). Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (2012), Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (2013). Membro da Academia Americana de Ortopedia (2016). Cirurgião do Ombro e Cotovelo dos Hospitais Vila da Serra, Unimed BH Contorno, Ipsemg. Preceptor das residências médicas dos Hospitais Unimed BH e Ipsemg. Mestrando em Cirurgia na UFMG (2018).

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